Sexta-feira, Maio 25, 2012

Debate: Gênero e mudanças climáticas


"Se você é jornalista, blogueira(o), tuiteira(o), interessada(o) em gênero e/ou mudanças climáticas, ou simplesmente um(a) curiosa(o), participe da exibição, seguida de debate, do filme Weathering Change. Organizados pelas ONGs #ChangeMob e Population Action International, os eventos serão: no dia 31 de maio, em São Paulo, e no dia 14 de junho, no Rio de Janeiro. Mais informações no site do projeto: Sobrevivendo à Mudança.

Não se esqueça de entrar no site e se inscrever para participar."

Domingo, Abril 15, 2012



Já que que as guerras em diferentes países, e pelas mais estúpidas razões, são assunto cada vez mais comum, é bom conhecer, lembrar e torcer para que a versão atual da Convenção de Genebra seja o bastante para nos livrar de todo o mal que a nossa inércia nos impede de impedir.
  • 1- Os países em guerra não podem utilizar armas químicas uns contra os outros.
  • 2- O uso de balas explosivas ou de material que cause sofrimento desnecessário nas vítimas é proibido.
  • 3- O bombardeio de balões com projéteis é proibido.
  • 4- Prisioneiros de guerra devem ser tratados com humanidade e protegidos da violência. Não podem ser espancados ou utilizados com interesses propagandistas.
  • 5- Prisioneiros de guerra devem fornecer seu nome legítimo e patente. Aquele que mentir pode perder sua proteção.
  • 6- As nações devem identificar os mortos e feridos e informar seus familiares.
  • 7- É proibido matar alguém que tenha se rendido.
  • 8- Nas áreas de batalha, devem existir zonas demarcadas para onde os doentes e feridos possam ser transferidos e tratados.
  • 9- Proteção especial contra ataques será garantida aos hospitais civis marcados com a cruz vermelha.
  • 10- É permitida a passagem livre de medicamentos.
  • 11- Tripulantes de navios afundados pelo adversário devem ser resgatados e levados para terra firme com segurança.
  • 12- Qualquer exército que tome o controle de um país deve providenciar comida para seus habitantes locais.
  • 13- Ataques a cidades desprotegidas são proibidos.
  • 14- Submarinos não podem afundar navios comerciais ou de passageiros sem antes retirar seus passageiros e tripulação.
  • 15- Um prisioneiro pode ser visitado por um representante de seu país. Eles têm o direito de conversar reservadamente, sem a presença do inimigo.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Conven%C3%A7%C3%B5es_de_Genebra

Quarta-feira, Abril 04, 2012

Chico Anysio e a língua portuguesa


"Agora eu pergunto: Quem é este cidadão que atende por este patronímico para propagar esta verrina não só vexante como metuenda? Apenas um rapsodo, veabolante, sorrelfa e tramposo. Prolificentíssimos em chocarrices e parastes e que em uma das janelas de jar aguateiros e falta de profícuos que fazeres teve o ousio de profilgar o léxico copátrio com esta objurgatória quentóxina. Escuse-me o impertérrito semáculo por acometer contra as suas oiças com expressões tão simples, esquisapapalvas. Mas o assunto deve ser pendorado com toda clareza como estou fazendo. Não espere o proditor minhas profalsas por tal assertiva que nada mais é do que um vitupério, um menoscabo, procedimento soez - característico dos procazes valdevinos, mel hortes , zagorrinos e pataratas. O que é litigável litiga-se, diga-se de passagem. Será ele um folas que necessite de égide ou, quem sabe, um aclófobo que busca malsinação. Frenopata não é, pois, quando ainda subjacente, o vi fornecer a um médium de sorte um autógrafo chibunte, e, ao que me consta, cotriba não quis ser por zumbaia e nenhuma quizila, diga-se de passagem. (Podes crer. Podes crer, amizade.) Não sou um nubívago, nem me julgo um hermeneuta a viver barbialçado com ignaros a me sorrabar, porque a mim ninguém sorraba. Ele, sim, adora ser sorrabado pela simples razão de se achar um aríolo. Realmente, ele tem frenesia ror. Mas e daí? Qual é a dele? Sejamos debatiços. Saiamos da hebetude desta sorda panície undíflua diante à que estamos da gambérria de um pacóvio que já canonizou por alboroqueses que hoje rebimbado plebeíza nossa língua. Mas quem é que não entende o português? Nosso idioma é de uma clareza vítria, ebúrnea, de facílima captação. Os hodiernos é que tudo me choutearam com uma verbiagem que nada mais é do que um mistifório com palavras impedientes de qualquer entendimento. Falei simples como eu falei do pródromo desta parlanda usando os verbetes que usaria uma criança ainda pulcra e não haverá apodos ora, porra."
Chico Anysio 

Quinta-feira, Março 08, 2012

Direitos Humanos



No dia das mulheres lembremos dos direitos humanos. Dos direitos que faltam a muitos, em vários países, e dos direitos que desvalorizamos e deixamos de reivindicar em nosso país.

Segunda-feira, Janeiro 30, 2012

A globalização da injustiça


Já faz quase um ano que esta entrevista foi publicada, mas só agora topei com ela então é melhor compartilhar tarde do que nunca, já que o pensador polonês Zygmunt Bauman parece saber bem o que diz ao refletir sobre a sociedade contemporânea e o desafio de encontrar respostas a problemas que ela mesma criou.

Que saídas têm os jovens nesse tempo em que a justiça será mais fruto de um acordo do que de um consenso? Que narrativas de vida o mundo globalizado lhes oferece?
Respondo pensando na formação superior de milhares de jovens hoje em dia. As mais prestigiosas instituições acadêmicas do mundo, que concedem os diplomas mais cobiçados, estão ano a ano, constante e incansavelmente, se afastando do chamado "mercado social" e mesmo das multidões de estudantes cujas esperanças de prêmios cintilantes elas acenderam e inflamaram. Como o analista econômico William D. Cohan informou recentemente, o preço de anualidades e taxas em Harvard subiu 5% ao ano, nas últimas duas décadas. Em 2011, a anuidade atingiu o patamar de US$ 52 mil. Para arcar com essa quantia, alguém teria de ganhar no mínimo US$ 100 mil anuais, livres de impostos. Contudo, dos 30 mil candidatos a Harvard no ano passado, somente 7,2% foram aceitos. E a demanda por vaga continua alta. Para milhares de casais para os quais esses valores, embora exorbitantes, não são obstáculo, fazer com que seus filhos frequentem Harvard ou algum outro estabelecimento acadêmico desse porte é questão de rotina. E não só: a decisão pode ser compreendida como o exercício de um direito herdado, o preenchimento de um dever familiar e o toque final antes que estes jovens se acomodem no lugar que lhes é destinado pela elite. Mas também existem outros milhares de casais dispostos a sacrifícios financeiros para conduzir seus filhos a essa mesma elite, de tal forma que seus netos possam aspirar à mesma formação, tornando tal passagem uma legítima expectativa. Mas, será que este é um bom projeto de vida? Cohan vem com uma lista impressionante de novos bilionários, de Steve Jobs, fundador da Apple, ao inventor do Twitter, Jack Dorsey, e o fundador do Tumblr, David Karp - e todos, sem exceção, abandonaram os estudos. Karp bateu o recorde ao não passar um único dia no câmpus desde que largou o colegial no primeiro ano.

Ou seja, a formação acadêmica não seria mais o passaporte para um bom futuro?
Um diploma de primeira linha foi, durante muitos anos, o melhor investimento que pais amorosos poderiam fazer no futuro de seus filhos, e dos filhos de seus filhos. Acreditava-se nisso. Mas esta crença, como tantas outras que fizeram o Sonho Americano (e não só americano, reconheçamos) está sendo abalada hoje. O mercado de trabalho para os possuidores de credenciais de educação encolhe em termos globais, isso é um fato. Hoje muitos daqueles que se diplomaram com alto sacrifício familiar veem os portões do sucesso ser fechados na sua cara. A verdade é que a "promoção social via educação" serviu durante muitos anos como folha de parreira para tapar a desigualdade nua e indecente: enquanto as conquistas acadêmicas estavam correlacionadas a recompensas sociais generosas, as pessoas que não conseguiam ascender nessa direção só podiam se culpar - descarregando sobre si mesmas amargura e ódio. Agora nós nos defrontamos com um fenômeno novo, que é o desemprego entre os formados, ou então o emprego em nível muito baixo de expectativas, mas tanto uma coisa quanto outra têm potencial explosivo, basta ver os recentes levantes no Oriente Médio. Como enfatiza Cohan, os egípcios rebelados são gente jovem com educação superior, mas sem emprego, gente que já vem sofrendo com isso há algum tempo sem encontrar perspectiva. Posso também pegar o exemplo da Polônia, onde nasci. Nos últimos anos, foi espetacular o aumento nos custos da educação, assim como foi espetacular a polarização da renda e a desigualdade social. Recente reportagem do jornal polonês Gazeta Wyborcza traz impressionantes relatos de jovens diplomados em boas escolas, que hoje se sujeitam a ocupações muito aquém daquilo com que sonharam. Eles guardaram seus diplomas entre as lembranças da família, e partiram para ganhar a vida.

Para ler a entrevista completa clique aqui.

Quinta-feira, Janeiro 19, 2012

Mil irmãs



Nós somos apenas irmãs correndo em um campo, e nós devemos correr – correr e dançar – até o fim.

Zainab Salbi
(prefácio do livro "A thousand sisters". Tradução livre: "Mil irmãs")

No site oficial da campanha de conscientização "A thousand sisters", criada após o lançamento do livro homônimo de Lisa Shannon, você encontrará o seguinte texto:


O Congo Oriental é frequentemente chamado de “O pior lugar no mundo para ser mulher.” A violência sexual é pandêmica: mais de 400.000 mulheres foram estupradas por estranhos em apenas um ano (2006-2007), um tempo em que muitos especialistas se referiam ao país como “pós-conflito” ou como “relativamente estável”. Mais estável para quem? Estupros coletivos, escravidão sexual e torturas são comuns. Ainda assim a comunidade internacional respondeu apenas com esforços fragmentados, em vez de intervir de forma séria. Quinze anos depois, nós ainda precisamos de um plano coordenado, coeso e amplo para o Congo... e precisamos agora!
Podemos ajudar as mulheres do Congo de diversas formas:
- lendo o livro "A thousand sisters"
- emprestando ou dando o livro de presente para parentes e amigos
- repassando informações sobre o livro e a guerra do congo via e-mail ou postando sobre este assunto nos nossos blogs
- participando da
campanha de conscientização sobre a guerra no Congo
-
patrocinando uma irmã no Congo.

Nicole Rodrigues

Sexta-feira, Janeiro 13, 2012

iDiot


 
Filas intermináveis nas lojas da Apple que mais parecem vigília e a necessidade de pedir o auxílio de uma centena de policiais para conter os distúrbios causados pela falta de iPhones no mundo. Sinceramente, é esse o mundo em que queremos viver?

Por que não vemos centenas de pessoas fazendo fila para fazer caridade? Para alimentar as muito mais de centenas de pessoas que comem e dormem nas ruas todos os dias? Por que não vemos centenas de pessoas caminhando juntas rumo à casa de estupradores e pedófilos para fazer justiça?

Por que não vemos centenas de pessoas protegendo as vítimas de violência doméstica em sua comunidade?

Por que essas centenas de pares de mãos desesperadas por um maldito celular ultra-valorizado não são usadas para construir casas, escolas, hospitais, abrigos, estradas, pontes?

Porque é mais fácil fechar os olhos para não ver o caos ao nosso redor. Ou pior, porque é mais fácil manter os olhos bem abertos e distraídos com toda essa tecnologia que nos mantém vidrados, viciados, e anestesiados como zumbis.
Nicole Rodrigues

É o fim do mundo mesmo


"A Apple foi obrigada nesta sexta-feira a suspender o lançamento do iPhone 4S na China devido aos tumultos causados por vendedores ilegais e fãs da marca, que fizeram fila durante horas para adquirir o aparelho.
As quatro lojas da Apple na China (duas em Pequim e outras duas em Xangai) foram cercadas por cordões de segurança e dezenas de policiais, que colocaram cartazes com a frase "não há iPhone 4S".
Em Pequim, centenas de pessoas fizeram fila desde a primeira hora da madrugada na porta da loja localizada no centro comercial de Sanlitun, onde houve distúrbios quando a polícia tentou tirar do local os vendedores ilegais que se dispunham a comercializar o novo lançamento da Apple.
Segundo vários dos clientes que aguardavam na fila, a confusão fez a loja desistir de abrir suas portas às 10h e forçou o desdobramento de mais de 100 policiais.
A empresa americana indicou por meio de comunicado que a demanda foi "incrível" e que, apesar dos problemas, os clientes ainda podem comprar o iPhone 4S pela internet ou através da operadora telefônica China Unicom. O outro estabelecimento da Apple em Pequim, no centro comercial de Xidan, abriu suas portas normalmente antes das 7h, mas não vendeu o iPhone 4S.
Em Xangai, a fracassada chegada do smartphone também foi vivida com muita intensidade, e uma fila de mais de 200 pessoas se formou durante a noite de ontem às portas da principal loja da Apple, localizada no coração do bairro de Lujiazui. Em alguns portais, pessoas se ofereciam para ficar nas longas filas em troca de US$ 23.
A Apple marcara o dia de hoje para lançar o iPhone 4S na China e em outros 21 países."
 
Fonte: http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5556411-EI15606,00-Apple+suspende+lancamento+do+iPhone+S+na+China+apos+tumultos.html

Quinta-feira, Dezembro 15, 2011

Governo brasileiro lança serviço telefônico gratuito de atendimento às mulheres brasileiras vítimas de violência no exterior

DENUNCIE!!!!
O Governo brasileiro lançou  o serviço Disque 180 Internacional para atendimento telefônico gratuito e confidencial às brasileiras vítimas de violência no exterior. O serviço, uma parceria entre o Ministério das Relações Exteriores (MRE), a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e o Ministério da Justiça (MJ), estará disponível, inicialmente, em Portugal, Espanha e Itália, países onde se verifica maior incidência desses casos.

A ligação para o Disque 180 Internacional será direcionada para a central de atendimento às mulheres da SPM em Brasília e encaminhada para a Rede Consular brasileira, serviços de assistência e abrigamento no exterior ou para a Polícia Federal, a depender da solicitação recebida. Os Consulados poderão contactar as vítimas para prestar-lhes assistência ou, caso solicitados, acionar as autoridades locais e policiais dependendo para resgate e proteção. O objetivo da iniciativa é o de ampliar o apoio e assistência a vítimas brasileiras de violência doméstica, exploração laboral e tráfico de pessoas no exterior.

SERVIÇO:

Na Espanha, deve-se ligar para 900 990 055 (Embratel), selecionar a opção 3 e, em seguida, solicitar à atendente que conecte com o número 61-3799.0180.

Em Portugal, o número a ser discado é 800 800 550 (Embratel). Deve-se selecionar a seguir a opção 3 e solicitar à atendente que conecte com o número 61-3799.0180.

Na Itália, as brasileiras devem ligar para 800 172 211 (Embratel), selecionar a opção 3 e solicitar à atendente que conecte com o número 61-3799.018.

Source: http://www.brasileirosnomundo.itamaraty.gov.br/noticias/governo-brasileiro-lanca-servico-telefonico-gratuito-de-atendimento-as-mulheres-vitimas-de-violencia

Quarta-feira, Novembro 30, 2011

Compreenda e combata o trabalho escravo

Para compreender é preciso ler e descobrir como, onde e por que o trabalho escravo continua a existir.

Um bom começo é ler os estudos abaixo (clique na imagem):

1) Perfil dos principais atores envolvidos no trabalho escravo rural no Brasil


2) Prevenção e eliminação do trabalho infantil: um guia para a ação governamental



Fonte:
http://www.oitbrasil.org.br/

Trabalho escravo - quando virá a verdadeira abolição?

 

A impressão que se tem é a de que se está entrando no túnel do tempo e retornando alguns séculos no calendário gregoriano. Aos olhos dos mais desavisados, pode parecer estranho e até mesmo irreal que ainda hoje existam pessoas sendo submetidas à escravidão em nosso país. Mas infelizmente essa gravíssima violação aos direitos humanos é uma dura realidade no Brasil do século 21. Milhares de pessoas ainda são submetidas a trabalho forçado e a condições degradantes no campo e na cidade. Relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 2005, estimava em 25 mil o número de trabalhadores mantidos em condições análogas a de escravos no país. Destes, 80% atuavam na agricultura e 17%, na pecuária.


Os números do organismo internacional, no entanto, parecem estar subdimensionados se levarmos em conta o total de trabalhadores libertados pelos agentes do governo federal na gestão do presidente Lula. De 2003 a maio de 2010, foram retirados da condição de escravos 31.297 pessoas, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego.


A prática criminosa não está restrita apenas ao Brasil e se espalha pelos continentes. A OIT detectou no mesmo ano, que mais de 12 milhões de trabalhadores eram vítimas da sanha de latifundiários e empresários inescrupulosos pelo mundo. O fenômeno da globalização nos anos 90 foi decisivo para abrir as fronteiras dos países ao capitalismo em escala mundial. As transações comerciais e financeiras disseminaram ainda mais a busca pelo lucro rápido e exponencial. A maneira encontrada por esses patrões, para reduzir o preço final de seus produtos, se deu pela drástica redução do custo-trabalho. 
 
Leia o texto "Agronegócio escraviza milhares de trabalhadores no campo" de Lucia Rodrigues  na íntegra clicando aqui.

 
Fontes:
http://ceget.blogspot.com/2011/03/trabalho-escravo-no-brasil-uma-heranca.html
http://vitalvereador.wordpress.com/2011/08/12/5111/

http://agroecoilha.blogspot.com/2010/07/trabalho-escravo-no-brasil.html
http://www.oit.org.br/sites/all/forced_labour/index.php
http://www.afaiterj.org.br/auditores-fiscais/1510-combate-ao-trabalho-escravo.html

Domingo, Novembro 20, 2011

Dia da Consciência Negra


História do Dia Nacional da Consciência Negra
Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.
A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.

Importância da Data

A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.

A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão.

Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados hérois nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos, que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.

Recuperar quem quer ser recuperado

Li este comentário em uma notícia no Portal Terra sobre a prisão do traficante Nem e gostei tanto que decidi compartilhar.


"Traficantes, pedófilos e sequestradores deveriam ser processados pelo CRIME CONTRA A HUMANIDADE e cumprirem pena numa penitenciária construida numa das centenas de ilhas costeiras, de preferencia uma bem longe, onde o celular não pega, com a Marinha tomando conta e agentes penitenciários muito bem pagos e revesados, anualmente. Trabalhariam 8 horas por dia, em lavoura, em indústria e em serviços contratados pelas empresas, com carteira assinada e desconto para o INSS. Aqueles que quisessem estudar teriam como fazê-lo. É assim que se recupera quem quer se recuperar."
 
VERA MARIA FERREIRA DE SOUZA
postado em 20/11/2011 - 14h49

E quem quer se recuperar precisa de mais projetos como esse que foi implantado pela Penitenciária II de Sorocaba. Lá os prisioneiros trabalham e estudam. Leia mais sobre o "Projeto Semear" clicando aqui ou nas notícias abaixo:



Michael Jackson não plantou acácias


Para onde devemos olhar? Para qual sentido ou direção temos que nos concentrar para que não percamos o rumo, para que não terminemos como cestos de lixo? Qual deve ser o nosso cotidiano e quais as ações que valem a pena? E quando devemos virar as costas e não olhar para trás?

A indústria cultural e a mídia vinculada ao grande capital absorvem a atenção das pessoas para que elas não percebam nada de realmente importante. Quando ainda não havia internet um conhecido meu, dono de uma banca de jornais, adorava quando alguma “celebridade” morria, as vendas de revistas, pôsteres e fotografias mais que duplicavam o faturamento do mês.
Enquanto nos preocupamos em contar o tempo o perdemos. Ao quantificar o que acumulamos, nos empobrecemos. Ao nos compararmos em importância e grandeza com nossos semelhantes, nos tornamos diferentes e apequenados. Ao medirmos a nossa beleza, nos enfeamos.

Enquanto as aparências ocupam muitas horas dos nossos dias e noites, nossa essência se dilui em uma existência que provavelmente não será digna de boas lembranças no futuro.

Enquanto as televisões do mundo, e do Brasil, se ocupavam em fornecer detalhes insignificantes e desnecessários sobre Michael Jackson e sua morte, no mesmo domingo à noite, um avião tentava aterrissar em Tegucigalpa, levava a bordo o Secretário Geral da OEA (Organização dos Estados Americanos) e o Presidente deposto de Honduras que buscava retomar o seu governo para o qual fora democraticamente eleito, fato este importantíssimo como referência de comportamento das atuais democracias e das forças armadas em toda América Latina.
Enquanto alguns em Roraima fazem propaganda de que agronegócios com monoculturas extensivas em latifúndios é bom, a Revista Exame traz uma reportagem que ventila a volta da colonização nos países de terceiro mundo. Trata do novo “loteamento” que estão fazendo na África, onde milhões de hectares, em vários países, estão sendo utilizados por grupos estrangeiros (com o apoio dos governos locais) para a produção de grãos e biocombustíveis às custas da destruição ambiental e da fome das populações nativas. Esta situação já derrubou, inclusive, o Presidente de Madagascar.

Enquanto Roraima discute se a mineração seria boa ou má para nós, e alguns afirmam que os índios ( e seus supostos amigos estrangeiros) estariam de olho no nosso subsolo, a Revista Carta Capital traz reportagem em que gente do “calibre” de Daniel Dantas tem mais de 1000 concessões de exploração no Brasil, e adivinha em que lugar ele também quer explorar? Em Roraima. Segundo a reportagem, Daniel Dantas não retira os minérios encontrados, ele os localiza e coloca à venda os direitos minerários, e, é claro, algumas empresas estrangeiras já compraram. São os índios, então, que querem internacionalizar a Amazônia e entregar o subsolo aos estrangeiros?

Enquanto novas plantações de acácias mangium são feitas na região da Serra da Lua, no município de Bonfim, destruindo ainda mais o patrimônio natural e paisagístico do lavrado, algumas dessas plantações são utilizadas para a “compensação” de áreas nativas degradadas.

Ocorre ainda que as antigas acácias plantadas em regime de monocultura estão sendo mortas por fungos e por fogo, e, se por um lado elas não têm, e não terão, aproveitamento econômico em Roraima, a não ser para “ludibriar” certas autoridades, por outro há estudos em andamento que dão conta de que sozinha, de forma esparsa, a acácia mangium pode ser uma espécie invasora e extremamente perigosa para o lavrado, já que ela se reproduz sem grande esforço, e brota justamente na sombra de árvores nativas, que consequentemente poderão morrer sem a devida radiação solar de que necessitam, já que as acácias se tornam rapidamente mais altas que os caimbés e cajueiros.
Enquanto viramos as costas para a participação política honesta e transformadora, Roraima segue os mesmos caminhos que levaram outras regiões do país a péssimos índices de desenvolvimento humano (IDH).

Gostam da monocultura extensiva? Vejam como vivem os habitantes do sul do Piauí e do Maranhão, onde grandes lavouras foram implementadas nos anos 1980. Aproveitem e vejam como está a classificação do PIB/Per Capita desses Estados. Plantar cana-de-açúcar é bom? Sempre foi para os donos da usina. Como vivem os trabalhadores da cana?

Gostam de mineração? O que sobrou para o Amapá e para as populações que trabalharam na Serra do Navio retirando manganês durante décadas. Aproveitem e apontem uma só região no planeta em que a população ficou rica com a exploração mineral em suas terras.
Os filósofos existencialistas sempre disseram que a vida é feita de escolhas, mas elas não se referem somente a dilemas e a opções pessoais. As escolhas também dizem respeito ao compromisso que temos com o nosso tempo e com o lugar em que vivemos, às escolhas éticas, ao trato dos negócios públicos e à coerência, que é a virtude que devemos buscar em relação aos nossos princípios.
Ao escolhermos dar atenção a esse mundo paralelo das inutilidades que nos apresentam, tudo passa a se tornar fantasioso e irreal. A vida se torna uma distração, um entretenimento que nos distancia da realidade, e, então, enquanto achamos que matamos o tempo compartilhando do luto virtual que envolveu a morte de Michael Jackson, o tempo é que nos mata, e os nossos problemas próximos e distantes seguem se acumulando, alguém descobre uma nova maneira de se apropriar do que nos pertence e algumas novas acácias são plantadas.


Autor: Jaime Brasil Filho
(defensor Público)

Sábado, Novembro 12, 2011

O direito de compreender os jargões e ladainhas oficiais



Quem nunca teve dificuldades de entender um contrato de trabalho, de prestação de serviço, de aluguel ou venda de um imóvel, ou até um extrato de banco? Ontem mesmo eu tive que ler um contrato três vezes antes de assinar para ter certeza de que não havia nenhuma armadilha no meio de tantas palavras complicadas e frases longas.

Se tiver um tempinho assista essa palestra e descubra que você não está sozinho(a) na agonia de tentar compreender tudo o que está realmente escrito nesse monte de palavras tortas.

Sabia que existe até uma campanha (desde 1979!) que defende a simplificação da linguagem em documentos oficiais? Pois é, clique no "play" e assista a palestra acima. São só 15 minutinhos.

Ou leia mais sobre essa campanha (em inglês) acessando a sua página oficial:

http://www.plainenglish.co.uk/