domingo, julho 20, 2014

Série de fotos mágica mostra como as crianças brincam ao redor do mundo

Ter um autorama era fantástico, brincar com a boneca que fala e anda era incrível, mas você se lembra o quanto era possível se divertir com algo simples como uma caixa?
Ou um balde de água? Ou um carrinho de rolimã improvisado?
Apesar dos diferentes cenários e contextos, as crianças são as mesmas em qualquer lugar do mundo. Elas querem brincar, se divertir e conseguem isso com coisas simples – apesar da magia dos joguinhos de computador e brinquedos supermodernos.
No fim das contas, tem coisa melhor do que viver em um mundo em que tudo pode ser diversão e o mais simples dos objetos se transforma no melhor dos brinquedos? Veja a seleção de imagens e tenha certeza de que a tecnologia não vai destruir a infância de ninguém:

 
 
 
 
 
 
 


Fonte: Hypeness

domingo, junho 15, 2014

Site que ensina programação em um ano agora está disponível em português

Se você queria aprender a programar com a Codecademy, mas tinha dificuldades por não entender o site porque ele estava em inglês, aqui vai uma boa notícia: ele foi traduzido para o português.
Quase todos os passos estão disponíveis em português, o que inclui instruções, os exercícios e suas explicações. Os alertas de compartilhamento ainda aparecem em inglês, além dos códigos, que precisam seguir o idioma.

O trabalho de tradução foi feito em parceria com a Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos com foco em aprendizado e inovação. O site também passou a estar disponível em francês e espanhol.

A Codecademy passa padrões básicos de programação e as principais linguagens, como HTML, CSS e JavaScript através de um método interativo e divertido, adotando conceitos da chamada 'gamificação' como a distribuição de badges ao final de cada lição e outras estratégias de engajamento. O site ainda tem um programa que promete ensinar em apenas um ano, o Code Year.
Se quiser se tornar aluno, clique aqui.
Fonte: Olhar Digital

sábado, maio 31, 2014

Artista brasileiro larga tudo para se dedicar a criar mosaicos fantásticos


Achei essa história no Hypeness e decidi compartilhá-la aqui porque acredito que, em um mundo tão capitalizado e sem pé nem cabeça como o nosso, é muito importante resgatar a noção de sonhos, ideais e vocação. Tem gente que nasce para fazer o que ninguém mais é capaz ou tem coragem de fazer. Otavio parece ser um deles.
Se chama Otavio Oods e há 3 anos decidiu mudar de vida e começar a criar mosaicos de uma beleza única. No seu ateliê,  Oodsmosaic, desenvolve os produtos se baseando em conceitos de sustentabilidade, harmonia e respeito para com a natureza. Por fim, pede mais arte para todos.  
Em Franca, São Paulo, Otavio inseriu um mosaico em praças, parques e alguns estabelecimentos comerciais, “tentando de alguma forma inserir a arte no inconsciente e consciente das pessoas”. “Vejo que estamos carentes de arte em nossa cidade, temos que bater mais forte nessa ideia”, lembra o artista.  
Nos surpreendemos com a sua arte, que é feita em diferentes contextos e superfícies. Dá uma olhada:





sábado, maio 10, 2014

Quando negócios não são apenas negócios


 
O texto abaixo faz parte do Prefácio do livro de John Gerard Ruggie.
Este livro é resultado de um processo incomum de política global. Em 2005, o que era então a Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos (agora chamada de Conselho de Direitos Humanos) criou um mandato para que um especialista trouxesse nova perspectiva ao tema dos negócios e direitos humanos, após anos sem encontrar consenso entre os dois lados opostos. 
O Reino Unido lançou a ideia e garantiu que fosse adotada. Para dar maior visibilidade à posição, o conselho pediu que o secretário-geral da ONU nomeasse o titular do mandato como seu representante especial. Kofi Annan, o então secretário-geral, pediu que eu assumisse a missão. Minha primeira tarefa era, principalmente, descritiva: identificar quais padrões internacionais de direitos humanos hoje regulam a conduta empresarial, em comparação ao comportamento de governos e de indivíduos; e esclarecer os respectivos papéis de governos e empresas na proteção desses direitos. 
Em princípio, o mandato incluía todos os tipos de atividades empresariais, grandes ou pequenos. Mas, na prática, a intenção era focar as corporações multinacionais. As multinacionais funcionam como entidades integradas globalmente, mas não estão sujeitas a um regulador único global; por isso, criam desafios de governança que não são enfrentados por grandes companhias nacionais e muito menos por armazéns de esquina. 
O mandato foi sendo expandido até que, seis anos depois, o Conselho de Direitos Humanos endossou, de forma unânime, um conjunto de Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos, desenvolvido por mim, com o apoio de associações empresariais e companhias individuais, bem como a sociedade civil e organizações laborais. 
Outros órgãos internacionais e nacionais de normatização incorporaram os Princípios Orientadores, empresas começaram a alinhar suas práticas aos princípios e grupos de defesas de direitos os utilizam em seu trabalho de ativismo. Os Princípios Orientadores até figuraram em um caso crucial na Suprema Corte dos Estados Unidos, que discutia se o Estatuto de Ilícitos Civis no Estrangeiro, de 1789 – cuja intenção inicial era combater a pirataria, entre outras coisas –, poderia ser aplicado à conduta de corporações em países estrangeiros, independentemente da localização de seu país de origem. 
Meu objetivo neste livro é explicar como o mandato se desenvolveu, o que ele significa para a proteção dos direitos humanos diante de danos causados por corporações, e quais lições podem ter sido aprendidas para reagir aos crescentes desafios de governança global. 
Quando Negócios Não São Apenas Negócios já está à venda nas livrarias Cultura e Saraiva das grandes cidades do Brasil. A obra também está disponível, em versão digital, no iba e na Amazon.
 
Fonte: Planeta Sustentável

sábado, abril 19, 2014

Fry’s Planet Word


Fry’s Planet World é um documentário sobre linguagem, escrito e apresentado por Stephen Fry.

Como fã de carteirinha do Stephen, não pude resistir a mais esta série especialíssima criada e apresentada por ele no canal 2 da BBC.

Desde 2011, quando morei na Escócia por seis meses e tive acesso à programação da TV britânica, me apaixonei não só pelo incrível trabalho dele, que é de extrema utilidade pública, mas também por ele, como pessoa. Um apresentador sábio, humilde e sempre carismático.

Quem não quiser comprar o DVD, pode tentar alugar, ou assistir via Netflix, caso esta série esteja atualmente aisponível no Brasil. No Reino Unido eu sei que está porque acabei de assistir ao primeiro dos cinco episódios.

domingo, março 30, 2014

Um tributo ao amor ao próximo



Esse discurso da Ellen Page é um tributo ao amor ao próximo.

Se todos nós conseguíssemos ver o mundo com os olhos da Ellen, e com a sabedoria, respeito e maturidade que ela demonstra, o mundo em que vivemos seria menos bruto e intolerante. Seria, então, um mundo muito melhor.



"Olá! Uau, obrigado.

Obrigado Chad, pelas palavras gentis e pelo ainda mais gentil trabalho que você e a Human Rights Campaign Foundation faz todos os dias - especialmente a favor das lésbicas, dos gays, dos bissexuais e transgêneros jovens aqui e pela América.

É uma honra estar aqui na conferência inaugural Time To Thrive (Tempo para Crescer). Mas é um pouco estranho, também. Aqui estou eu, nesta sala devido a uma organização cujo trabalho eu admiro profundamente. E estou cerada por pessoas que fazem da sua vida o trabalho de melhorar as vidas dos outros - profundamente. Alguns de vocês ensinam jovens - jovens como eu. Alguns de vocês ajudam os jovens a se curar e achar a sua voz. Alguns de vocês escutam. Alguns de vocês tomam a frente. Alguns de vocês são jovens, também...nesse caso, é ainda mais estranho alguém como eu falar sobre vocês.

É estranho porque eu, uma atriz, represento - em algum sentido - uma indústria em que pessoas atiram padrões em cima de todos nós. Não apenas jovens, mas todos. Padrões de beleza. De bem estar. De sucesso. Padrões que, eu admito, me afetaram. Você tem ideias plantadas na sua cabeça, pensamentos que nunca teve antes, que dizem como você deve agir, como você deve vestir e quem você deve ser. Eu tentei ir contra a corrente, ser autêntica, seguir meu coração. Isso pode ser difícil.

Mas é por isso que estou aqui. Nesta sala, todos vocês, todos nós, podemos fazer muito mais que uma pessoa sozinha. Eu espero que o pensamento inspire vocês tanto quanto faz comigo. Espero que as reuniões que vocês farão nos próximos dias lhes dêem força. Porque eu posso apenas imaginar que existem dias - quando vocês trabalha mais do que seus chefes sabem, ou se importam - apenas para ajudar um jovem que vocês sabem que pode ter sucesso. Dias onde você se sente completamente sozinha. Sem chão. Ou sem esperança.

Estou cansada de me esconder e de mentir por omissão. Eu sofri por anos porque tive medo de me revelar. Meu espírito sofreu, minha saúde mental sofreu e meus relacionamentos também

Eu sei que tem pessoas nessa sala que vão à escola todo dia e são tratadas como merda por nenhuma razão. Ou você vai para casa e se sente como se não pudesse dizer aos seus pais a verdade sobre si mesmo. Além de colocar você em uma caixa ou outra, você se preocupa com o futuro. Sobre a faculdade, o trabalho, ou mesmo sua segurança física. Tentar criar aquela figura mental da sua vida - sobre o que diabos está acontecendo com você - pode arrebentar você um pouco mais todo dia. É tóxico, é doloroso, é absolutamente injusto.

Às vezes são as pequenas, insignificantes coisas que te derrubam. Eu tento não ler fofocas, como regra, mas outro dia um site fez um artigo com uma foto minha usando calça de abrigo, a caminho da academia. O redator escreveu: "Porque essa menininha tão bonitinha insiste em se vestir como um homenzarrão"?

Porque eu quero ficar confortável.

Existem estereótipos perversos sobre masculinidade e feminilidade que definem como nós devemos todos agir, vestir e falar. Eles não servem a ninguém. Qualquer um que desafie essas 'normas' é alvo de comentários e deboches. A comunidade LGBT sabe muito bem disso.

Mesmo assim, há coragem diante de todos nós. O herói do futebol, Michael Sam. A atriz, Laverne Cox. As musicistas Tegan e Sara Quinn. A família que apoia sua filha, ou seu filho, que saiu do armário. E há coragem nesta sala. Todos vocês.

Eu me inspirei para estar nesta sala porque cada um de vocês está aqui pela mesma razão. Vocês estão aqui porque vocês adotaram, como uma motivação real, o simples fato de que este mundo poderá ser bem melhor se apenas fizermos o esforço de ser menos horríveis uns para os outros. Se tirarmos apenas 5 minutos para reconhecer a beleza de cada um, ao invés de atacar uns aos outros pelas nossas diferenças. Não é difícil. É uma maneira fácil e melhor de viver. Em última análise, isso salva vidas.

De novo, não é fácil, de nenhuma maneira. Pode ser a coisa mais difícil, porque amar outras pessoas começa em amar a nós mesmos e aceitar a nós mesmos. Eu sei que muitos de vocês sofrem com isso. Eu acredito na sua força e no seu apoio, de maneiras que vocês nunca saberão.

Eu estou aqui porque sou gay. E porque...talvez eu possa fazer diferença. Para ajudar os outros a ter uma vida mais fácil, mais esperançosa. Sem falar que, para mim, eu sinto uma obrigação pessoal e uma responsabilidade social.

Eu também faço isso de forma egoísta, porque estou cansada de me esconder e de mentir por omissão. Eu sofri por anos porque tive medo de me revelar. Meu espírito sofreu, minha saúde mental sofreu e meus relacionamentos também. Estou aqui hoje, com todos vocês, no outro lado de toda essa dor. Eu sou jovem, sim, mas o que aprendi é que amor, a beleza dele, a alegria dele, e até mesmo a dor dele, é o mais incrível presente para dar e receber de um ser humano. E nós merecemos experimentar o amor inteiramente, igualmente, sem vergonha nem compromisso.

Muitos jovens lá fora estão sofrendo bullying, rejeição, ou apenas sendo maltratados por causa do que eles são. Muitos saindo da escola. Muito abuso. Muitos saindo de casa. Muitos suicídios. Vocês podem mudar isso e estão mudando isso.

Mas vocês nunca precisaram de mim para dizer isso. Por isso é um pouco estranho. A única coisa que eu realmente posso dizer é o que eu estou construindo para os últimos cinco minutos. Obrigado. Obrigado por me insporar. Obrigado por me dar esperança, e por favor, continuem mudando o mundo para pessoas como eu. 

Feliz Dia dos Namorados, amo vocês."

 
 

Campanha online “Eu não mereço ser estuprada"


 
Mulheres de todo o Brasil estão protestando pelo Facebook após o resultado de uma pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) que apontou que a maioria dos brasileiros acha que “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. Segundo a pesquisa, 65,1% das pessoas – incluindo homens e mulheres – concordaram com essa informação. Já 58,5% concordam com a afirmação “Se mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros”.
 
A reação diante da pesquisa foi imediata e uma campanha online chamada “Eu não mereço ser estuprada” foi ganhando força na rede social. Utilizando a hashtag #EuNãoMereçoSerEstuprada, as internautas postaram fotos seminuas dizendo que as vestimentas não são motivo para nenhum crime sexual. Até as 11h30 deste sábado, a comunidade Eu não Mereço Ser estuprada tinha 514 participantes na rede social. Outras duas com temática semelhante somavam mais 500 membros.
 
A jornalista Nana Queiroz, organizadora da página de protesto no Facebook, disse que sofreu ameaças.
 
Organizadora da página de protesto no Facebook, a jornalista Nana Queiroz disse em sua página pessoa da rede social que sofreu ameaças de homens e que mulheres desejaram que ela fosse estuprada. "Amanheci de uma noite conturbada. Acreditei na pesquisa do Ipea e experimentei na pele sua fúria", afirmou em um post.
 
Em entrevista ao Terra, Nana contou que neste sábado irá levar as ameaças, que já contabilizam milhares de posts, de acordo com ela, a uma delegacia na Asa Sul, em Brasília. "Queremos levar ao Ministério Público esses registros para que os agressores sejam punidos e sirvam de exemplo", defendeu.
 
O que mais chocou a jornalista foram as mensagens de incitação à violência e ao estupro."Me acusaram de ser contra Deus e a sociedade, além de postarem fotos minhas em sites pornográficos", detalhou. Como próximo passo, a campanha prevê o pedido de um canal nacional específico para denúncias de assédio sexual contra mulheres.
 
Pelo Twitter, até a presidente Dilma Rousseff se manifestou sobre o resultado da pesquisa. Ela defendeu nesta sexta-feira "tolerância zero" à prática deste tipo da violência contra a mulher. "Pesquisa do Ipea mostrou que a sociedade brasileira ainda tem muito o que avançar no combate à violência contra a mulher. Mostra também que governo e sociedade devem trabalhar juntos para atacar a violência contra a mulher, dentro e fora dos lares", escreveu Dilma.
 
Machismo impregnado
A revelação de que a maioria dos brasileiros concorda que o comportamento da mulher pode motivar o estupro comprova que a cultura machista está impregnada nos homens e nas mulheres da sociedade brasileira, segundo a socióloga e integrante do Colegiado de Gestão do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), Nina Madsen.
 
"Nossa sociedade é violenta contra as populações marginalizadas e as mulheres compõem essa população. A culpa da violência sexual nunca é das mulheres. Temos que educar os meninos a não estuprar. Hoje eles aprendem que uma menina que se veste de uma determinada forma está provocando e que eles têm uma pretensa autorização para fazer uso daquele corpo que está sendo exposto. Temos que interferir nesse processo", disse Nina.
 
Para a socióloga, os parâmetros educacionais e culturais precisam ser modificados. "É preciso atuar com muita força e continuidade na mudança cultural e a educação formal tem que incorporar os conteúdos que dizem respeito aos direitos das mulheres e à igualdade de gênero", acrescentou.
 
Nina ressalta que o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que está tramitando no Congresso, prevê uma educação voltada para a promoção da igualdade de gênero. No entanto, diz a socióloga, esse princípio está sendo questionado por grupos conservadores, sobretudo pela bancada evangélica, que querem retirá-lo do texto.
 
"Os grupos conservadores estão numa campanha ferrenha para que isso seja eliminado do texto do plano. Eles estão combatendo o que chamam de uma ideologia de gênero. Isso é um retrocesso gravíssimo. Se o governo permitir que isso aconteça estará sendo conivente com essa cultura do estupro revelada nesses dados que o Ipea apresentou", disse Nina.
 
Fonte: Portal Terra
 

sábado, março 15, 2014

"Não sou gênio, sou esforçado."


"Não sou gênio, sou esforçado."
(Pedro Camata Verdini, 1º lugar geral da Ufes aos 16 anos.)

Esforçado. Taí uma palavra que eu tinha esquecido em português. O problema de se morar do outro lado do mundo, onde não se pratica o idioma nativo diariamente, é exatamente esse: esquecer umas palavras no caminho.

Esforçado. Uma palavra tão bonita. Que agora volta ao meu vocabulário graças ao Pedro. 

E ele podia ter dito tanta coisa. Podia ter atribuído sua conquista à sorte, à esperteza, ao destino ou até mesmo a deus. Mas não, disse que era esforçado. E isso também é bonito de muitas maneiras. Reflete não só a inteligência, mas o caráter do menino.

Ele reconhece que chegar ao 1º lugar foi o resultado de um esforço, de uma ação contínua rumo a um objetivo – que pelo o que ele disse, nem era o primeiro lugar. Era passar mesmo. 

Sentou a bunda na cadeira todos os dias desde as 5 horas da matina e estudou. Estudou, estudou, estudou e aprendeu. Esforçado mesmo.

Em terra de malandro, esforçado é rei. 

Nicole Rodrigues

sábado, dezembro 07, 2013

Liberdade




"Ser livre não é apenas libertar alguém das correntes. Mas viver de um jeito que respeite e aumente a liberdade dos outros."

Nelson Mandela

domingo, novembro 03, 2013

Trinta maneiras de ensinar a crianças noções de consentimento (parte II)

 
 
Crianças de 5 a 12 anos 1.

1. Ensine às crianças que o jeito que seus corpos estão mudando é ótimo, mas às vezes pode ser confuso. O jeito que você fala sobre essas mudanças - tanto a perda de dentes como pelos pubianos - vai mostrar sua boa vontade para falar sobre outros assuntos sensíveis.
 
2. Encoraje-os a falar sobre o que os faz sentir bem e o que os faz sentir mal. Você gosta de sentir cócegas? Você gosta de se sentir tonto? O que mais? O que te faz sentir mal? Estar doente, talvez? Ou quando outras crianças te machucam? Deixe espaço para seu filho falar sobre qualqer coisa que vier à cabeça.
 
3. Lembre seu filho que tudo pelo que ele está passando é natural, crescer acontece com todos nós.
 
4. Ensine seus filhos a usar "palavras seguras" durante a brincadeira e os ajude a negociar o uso de tais palavras com os amigos. Nessa idade, dizer "não" pode ser parte da brincadeira, então eles precisam ter uma palavra que fará parar toda a atividade. Talvez uma bobinha, como "manteiga de amendoim" ou uma séria, como "eu tô falando sério!". O que funcionar para todos eles está bom.
 
5. Ensine as crianças a parar sua brincadeira vez ou outra para checar os amiguinhos. Ensine-os a fazer uma pausa às vezes, para ter certeza de que todo mundo está se sentindo bem.
 
6. Encoraje as crianças a observar a expressão facial alheia durante a brincadeira, para ter certeza de que todos estão felizes.
 
7. Ajude a criança a interpretar o que ele vê no playground e com amigos. Pergunte-o o que ele pode ou poderia fazer de diferente para ajudá-los.
 
8. Não encha o saco das crianças pelos seus namoradinhos ou por ter paixonites. Tudo aquilo que eles sentirem é ok. Se a amizade deles com alguém parece ser uma paixonite, não mencione isso. Você pode fazer perguntas diretas, como "Como vai sua amizade com a Sarah?" e esteja preparada para falar - ou não - sobre isso.
 
9. Ensine às crianças que seus comportamentos afetam os outros. Peça a eles para observarem como as pessoas respondem quando outra pessoa faz barulho ou bagunça e pergunte a eles qual eles acham que será o resultado disso. Alguma outra pessoa vai ter que limpar a sujeira? Alguém vai ficar assustado? Explique às crianças como as escolhas que eles fazem pode afetar os outros e fale sobre quando é hora de fazer barulho e quais são os espaços para se bagunçar.
 
10. Ensine às crianças a procurar oportunidades para ajudar. Eles podem levar o lixo? Eles podem ficar quietos para não interromper a leitura de alguém no ônibus? Eles podem oferecer ajuda para carregar algo ou segurar a porta para alguém passar? Tudo isso ensina as crianças que eles têm um papel em ajudar a aliviar as cargas tanto literais quanto metafóricas."
 

Não está acontecendo aqui, mas está acontecendo agora





 

A organização de direitos humanos Anistia Internacional criou uma campanha que visa chamar a nossa atenção para problemas globais e atuais como a tortura, o abuso de direitos humanos, o tráfico de pessoas, a prisão injustificada e o trabalho escravo.
Ainda pouco vi, pela primeira vez, uma das fotos da campanha que diz: “Não está acontecendo aqui, mas está acontecendo agora” e senti como se tivesse levado um soco no estômago. As razões são muitas, mas a principal, sem dúvida, foi o fato de que, minutos antes, eu havia lido nos principais jornais do Brasil sobre o show do Justin Bieber em São Paulo.

O atraso de mais de uma hora, o playback, a falta de interação com o público, a saída do palco (depois de uma garrafa de plástico ter atingido sua mão) sem despedida e sem volta, as fãs obstinadas que acamparam 3 meses para garantir um bom lugar na multidão, as fãs abastadas que pagaram 2.800 reais por um pacote meet and greet que permitiu que elas vissem o cantor apático e indiferente e tirassem uma foto com ele em “3 segundos” – palavras delas, não minhas.

“3 segundos…” eu pensei. 2.800 reais (4 salários mínimos) por 3 segundos ao lado de um meninote que nem se preocupa em ser simpático com as fãs, nem em tocar ao vivo, nem em retribuir, de alguma forma, por menos que seja, o amor em forma de histeria que  recebe onde quer que vá.
Ah, mas vai ver a fã decepcionada exagerou. Não foram 3 segundos, foram 30 segundos, ou 3 minutos… Ainda que fosse: não é pouco tempo para justificar tanta grana? E não é muita grana pro cara ainda se achar no direito de não ser simpático? Não só com quem pagou 4 salários mínimos pelos 3 segundos do tempo dele, mas com quem pagou metade de um salário mínimo para ir ao show dele, e com quem acampou 3 meses para tentar ficar mais próximo do palco dele. E o pior de tudo é que ele sabia que essa meninada toda tava lá, se revezando, comendo marmita, usando banheiros químicos nojentos por 90 dias. Tanto sabia que tweetou sobre o assunto antes mesmo de vir ao Brasil.

Daí eu fico pensando: quando foi que ele parou de se importar? Foi depois do primeiro milhão de dólares? Depois dos primeiros 10 milhões? 100 milhões? Depois que não dava mais nem para contar quanta grana foi parar na conta dele, antes mesmo dele atingir a maioridade?

Quando foi que elas, as fãs, pararam de se importar? Porque pagar 280 reais (que pelo que vi é o mínimo que custa um ingresso para o show dele) para depois sair jogando garrafa no “cantor”, não faz sentido algum. Será que foi só uma que acordou do sonho e quis se vingar? Será que a febre vai continuar?
E quando foi que nós paramos de nos importar? Não com ele, mas com o resto do mundo. Quando foi que acampamos por 3 meses em algum lugar por uma causa que ajudasse ao menos uma das milhões de pessoas que seriam salvas por esses mesmos 2.800 reais? Quando foi a última vez que usamos 3 segundos do nosso tempo para ajudar alguém? Quando foi que o amor ao Bieber passou a valer mais do que o amor ao próximo?
  

Fonte das imagens: Where good grows